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23/03/2014

ITAPIRANGA: Um pouco da sua história

 

 

 

 

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Não é possível falar sobre o município de Itapiranga sem contextualizar alguns aspectos do processo de colonização europeu, brasileiro e do estado do Rio Grande do Sul a partir do século XIX. As destruições geradas pelas guerras na Alemanha aliadas à intensificação da economia baseada no meio rural, o processo de unificação dos estados daquele país, a divisão das terras, o processo de industrialização, os movimentos revolucionários da época em consequência da instabilidade e a luta por novos espaços e direitos contribuíram para um excesso populacional que gerou a emigração a outros países, entre eles o Brasil.

A abertura dos portos brasileiros em 1808 favoreceu inicialmente aos ingleses, tendo como consequência primária uma maior articulação e benefícios à imigração. Uma parte dos imigrantes europeus foi trabalhar nas fazendas de café no estado de São Paulo. Outra parcela veio parar nas vastas áreas de terras livres disponíveis no Rio Grande do Sul. Eles formavam núcleos que se dedicavam principalmente à agropecuária como forma de subsistência. A colonização alemã no Rio Grande do Sul iniciou na década de 1820, na região do município de São Leopoldo. A posse de terras brasileiras por imigrantes foi assegurada com a implantação de leis que regulamentavam a compra e venda de terras no país. Prontamente apareceram os resultados. A região se consolidou através dos aspectos culturais, influenciando a economia e a política do estado. As terras foram ficando escassas. O capital e os incentivos se esgotando. A conquista de novas terras levou um grande número de imigrantes se deslocar para outras regiões e até mesmo para outros estados.

No ano de 1926, depois de percorrer mais de 15 quilômetros em embarcações rústicas, navegando pelos rios da Várzea e Uruguai, os desbravadores chegaram às terras que foram chamadas de Porto Novo, pertencentes ao município de Chapecó. Em 1929, com a visita do presidente da província, Adolfo Konder, a colônia mudou seu nome para Itapiranga. Em Tupi-guarani, itapiranga quer dizer "pedra-vermelha", consequência do solo basáltico predominante na região. Os primeiros colonizadores se dedicavam basicamente à agricultura de subsistência. Os povos nativos, em sua maioria índios tupis-guaranis e caboclos, eram nômades e tinham pouco contato com os colonizadores. A exploração da mata nativa serviu para as primeiras construções e foi a primeira atividade econômica. A madeira era transportada para a Argentina através de balsas pelo rio Uruguai. Com certeza, a fertilidade do solo e a diversidade da fauna auxiliaram para a consolidação das famílias em Itapiranga. Mesmo com um modelo pouco integrado à realidade da economia nacional, a colônia foi consolidando sua organização em comunidade.

 

Emancipação Politico-administrativa

 

Com um desenvolvimento promissor, tanto no núcleo urbano quanto na zona rural, Porto Novo, já em 25 de fevereiro de 1932, pelo Decreto nº 213 do então Interventor Estadual (Ptolomeu de Assis Brasil), tornou-se distrito do município de Chapecó, desmembrando-se do distrito de Porto

Feliz, assumindo como primeiro subprefeito o Sr. Carlos Francisco Rohde. A partir desta conquista, o novo distrito impulsionava uma constante organização na estrutura politico-administrativa e na infra-estrutura, com destaque para: criação da Caixa Rural União Popular de Porto Novo em outubro de 1932, funcionamento do primeiro hospital na cidade em 1937-1938, a troca do nome de Itapiranga para Vila Peperi no período de 1943 a 1946 quando pertencia ao Território do Iguaçu, a instalação em 1951 de um telefone automático, favorecendo a cidade e localidades do interior, implantação de diversas escolas e construção de estradas desde o final da década de 1920, como também a formação de empresas comerciais, prestadores de serviços e de diversas comunidades no interior.

Todos estes avanços e as aspirações de amplo desenvolvimento desta região motivaram as lideranças do distrito de Itapiranga a articular o processo de emancipação. O desafio era A emancipação politico-administrativa atender as exigências da Constituição de Santa Catarina de 1947, que estabelecia que os novos municípios devessem possuir no mínimo 20.000 habitantes. Com muita dedicação e articulação política, Itapiranga conquista sua emancipação política pela Lei 133 em 30 de dezembro de 1953 é oficialmente instalado em 14 de fevereiro de 1954.

A extração da madeira de lei, exportada para o Uruguai, foi a primeira atividade econômica o município. Aliás, durante muitos anos, os moradores do Extremo-Oeste de Santa Catarina, que faz divisa com o Rio Grande do Sul através do rio Uruguai, viram descer por ali incontáveis quantidades de madeira extraída de seu solo.

Atualmente a base da economia é a agropecuária, com o cultivo de milho, fumo, feijão e a criação de aves, suínos e gado de leite. Além do mais, existem várias pequenas, médias e grandes indústrias instaladas no município. Está, também, em franco desenvolvimento o turismo na cidade.

 

A primeira família que chegou em Itapiranga

 

A comunidade de Linha Chapéu, que é pioneira do município de Itapiranga, teve seu inicio com a chegada da Família de Johan e Margareth Leimeisen Dungersleben, vinda de Hundsbach, sul da Alemanha.

Inconformada com a difícil situação criada na Alemanha com a perda da 1ª Guerra Mundial, e sabendo que no Sul do Brasil estava se organizando uma colonização para católicos de origem germânica, através da União Popular (volksverein), a família Dungersleben resolveu deixar sua amada Pátria e migrar para o Brasil, na esperança de dias melhores.

Foi assim que no dia 3 maio de 1925, após terem seu passaporte assinado pelo Cônsul brasileiro em Hamburg na Alemanha, iniciaram a longa viagem ao Brasil, Johan, Margareth e seus 11 filhos. Chegando ao Brasil, mais precisamente nas margens do Rio Macuco no dia 25 de julho do mesmo ano.

Aqui iniciaram uma vida nova, de muitos sacrifícios e muitas vezes de verdadeiros martírios, por falta de conhecimento da natureza brasileira. Pois já no ano de sua chegada, faleceu o filho Andréas de 19 anos, devido a um super esforço, causando assim uma hemorragia. Em menos de 1 ano, Johan e Margareth perderam 3 filhos, Andréas, Sofias e Rudolf.

 

Sítios Arqueológicos em terras itapiranguenses

 

Através de estudos arqueológicos, foram catalogados 53 locais, onde a presença dos índios pôde ser confirmada, através de sinais por eles deixados na margem direita do rio Uruguai. Os sítios apresentam quase sempre superfícies escurecidas, cacos de cerâmica e outros artefatos . A tonalidade mais escura da terra é resultante das fogueiras que queimaram no local . A cor mais escura só é perceptível quando a terra é lavrada. Em 30 sítios explorados foram encontradas 160 igaçabas, as panelas de barro dos bugres. Destas 45 guardavam esqueletos humanos , alguns completos e em bom estado de conservação. Os pioneiros garantem não exagerar quando contam que "ao lavrarem a terra, as panelas de bugre estouravam e os bois afundavam nelas com as pernas". As formas e tamanhos das igaçabas são diversas. Algumas estavam ricamente decoradas. Acreditavam numa vida após a morte, mas suas divindades e as características de acomodar os mortos não foram estudadas. Nenhum tesouro ou dote foi encontrado nas urnas funerárias, contrário às lendas e histórias contadas por alguns colonizadores. Introduziam os cadáveres nas urnas logo após a morte , pois estavam acondicionados de cócoras. As igaçabas sempre estavam próximas, o que evidencia a presença de cemitérios coletivos.

 

Primeiro Hospital de Itapiranga

 

O primeiro hospital de Itapiranga, localizava-se na comunidade de Linha Sede Capela, cujo nome era Sociedade beneficente Hospital São José, no qual trabalhou também o primeiro médico, Dr. Ulrich Neff, que residia em casa de alvenaria, próximo ao Rio Uruguai, a qual também servia de Hospital. No dia 06 de outubro de 1949 realizou-se uma reunião da Sociedade Hospitalar de Sede Capela, onde se resolveu mudar os estatutos a ponto de permitirem a arrecadação do prédio e propriedades .

Já no dia 10 de outubro de 1948 efetuou-se a arrematação do Hospital de Sede Capela, sendo arrematado pelo Sr. Willy Schoeler em nome da Sociedade Literária Padre Antonio Vieira. Depois disso , os médicos Bagger e Neff saíram da comunidade. A família Schoeler Penhorou a casa e imediatamente repassou, em condições favoráveis, as instalações e a área para os padres jesuítas , em 10 de outubro de 1948, para que ali instalassem um seminário apostólico. Em vista disso, os sócios se sentiram enganados. Alguns inclusive, acusaram o inspetor escolar, Pe. Vendelino Junges - S.J. de ter favorecido o fechamento do hospital para que a sua Companhia Religiosa pudesse tirar proveito, visto que ele não havia saído de Sede Capela nos dias em que tudo isso acontecia.

 

Da Safrita à Cargill

 

A maior empresa de Itapiranga iniciou em 1962, quando foi criada a S.A Frigorífico Itapiranga - Safrita, para abate de suínos chegando a 745 sócios acionistas em 18 de julho de 1967, quando o abatedouro foi inaugurado. Em 1971, 478 acionistas fundaram uma subsidiária, a Frigoaves, para produção de frangos, cujo abate iniciou em 05 de fevereiro de 1973. Em setembro de 1975 iniciou abate de perus. Em 1976 foi criada a segunda subsidiária, a Safrita Agropecuária Ltda que assumiu a criação de aves de corte, suínos e perus. Na época, a empresa mantinha filiais para venda da produção em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Em 17 de julho de 1981, a Ceval, do grupo Hering, comprou o controle acionário da Safrita. Aos poucos, a nova empresa impôs sua filosofia empresarial em duas frentes: na melhoria da qualidade e na expansão da empresa com a generalização do sistema integrado. Na época da venda da Safrita, estava em construção o abatedouro de aves, em seguida, aumentando para abater 12 milhões de frangos/ano. O abatedouro de suínos foi melhorado em 1981, mas exigia completa reformulação, o que pesou na decisão de fechá-lo em 1993. A venda da Ceval para a Bunge e Born (Seara Alimentos), causou ansiedade pelo que a nova proprietária poderia fazer com o complexo agroindustrial de Itapiranga: porém, em 1999, a empresa anunciou a ampliação do abatedouro de aves e a construção de moderna fábrica de produtos termo processados, o que aconteceu nos anos seguintes. Em 2006, a Seara Alimentos está novamente em transição, pois foi adquirida pela Cargill. A unidade de Itapiranga emprega em torno de 3.000 funcionários, que abatem diariamente, em média, 160 mil aves. A Cargill é uma empresa fornecedora internacional de alimentos, produtos agrícolas e de gerenciamento de risco, com 124.000 funcionários em 59 países. No Brasil desde 1965, a Cargill tem o perfil de uma empresa diversificada. Suas raízes estão ligadas ao segmento do agronegócio, mas é também uma das mais importantes indústrias de alimentos do País. Com matriz em São Paulo, a empresa tem fábricas e escritórios em mais de 170 cidades e cerca de 22.500 funcionários.

 

SICOOB CREDITAPIRANGA

 

Na data de 21 de Outubro de 1932 nascia a pioneira no cooperativismo de crédito no Estado de Santa Catarina, a Caixa Rural União Popular de Porto Novo, através de seus 41 sócios fundadores. Porto Novo (hoje Itapiranga) colônia na época, distrito de Chapecó, núcleo rural, colonizado principalmente por imigrantes germânicos, sentiu a necessidade desta que então constituída nos princípios de Reiffeisen com os objetivos:

  • 1) Desenvolvimento da economia rural;.

  • 2) Retenção das economias na colônia;
  • 3) Aplicação dessas economias na comunidade local;

Depois denominada CREDITAPIRANGA continuou o seu crescimento, buscando atender as necessidades de seus associados, construiu na década de 50 sua sede própria. Participou ativamente do desenvolvimento econômico da região, principalmente os municípios de abrangência hoje constituídos: Tunápolis, São João do Oeste e Itapiranga. Patrocinou em 1962 o Plano de Desenvolvimento da Região que recomendou empreendimentos como o Abatedouro de Suínos, (Safrita, passou para Seara, Ceval e hoje Cargill); Acaresc (hoje Epagri) e Colégio Agrícola São José, muitos empreendimentos que hoje ainda prosperam ou que delinearam as características produtivas da região.

No dia 1º de Novembro de 1993 foi instalado o Posto Avançado de São João do Oeste e em maio de 1994 o Posto de Atendimento localizado em Tunápolis, afim de aumentar a proximidade com os associados-clientes, como também garantir uma melhoria da qualidade, atendimento e o crescimento efetivo do sistema.

Com o atual crescimento e fortalecimento do sistema cooperativo através do SICOOB, singulares que agregam as cooperativas nos diversos estados e o BANCOOB, banco de cúpula, representante forte e importantíssimo para o desenvolvimento do sistema, trouxeram ainda mais credibilidade e segurança, além de uma ampla gama de produtos e serviços, fazendo com que o SICOOB-SC, CREDITAPIRANGA caminhe cada vez mais em direção a sua missão em promover o desenvolvimento econômico, social e profissional dos cooperados e comunidade, através da implantação de políticas financeiras e prestação de serviços.

O SICOOB-SC CREDITAPIRANGA nestes últimos anos, efetuou consideráveis investimentos em sua estrutura física na central, com reestruturação do Layout, reforma do prédio e aquisição de nova mobília, além de consideráveis melhoramentos em informática, estruturação e atendimento, também nos postos localizados em São João do Oeste e Tunápolis.

Importante ressaltar as parcerias que o SICOOB vem construindo e melhorando através de sua direção e quadro funcional, buscando a participação de todos os órgãos e entidades da comunidade, desde o poder público ao cidadão, buscando constantemente uma aproximação com o seu quadro social, na busca de sua fidelização.

O SICOOB em parceria com a cooperativa de produção(COOPER A1) realiza a cada dois anos reuniões administrativas nas comunidades do interior, para levar uma série de informações e transparência na condução do sistema. Importante ressaltar a existência dos lideres dos comitês cooperativos e os núcleos femininos, através dos quais o sistema tem buscado grande participação e proximidade para resolução de problemas, novas idéias e crescimento.

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