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Vídeo; Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros

Vídeo; Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros

02/10/2019 14h55 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Vídeo; Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros

VÍDEO ABAIXO

O Diário Oficial da União publicou no último dia 24, uma instrução normativa da Receita Federal que reduz os trâmites burocráticos para o transporte de materiais durante a construção da nova ponte entre o Brasil e Paraguai. A medida se aplica a veículos, máquinas, aparelhos, equipamentos, ferramentas, acessórios e demais materiais, nacionais ou nacionalizados, que saírem temporariamente do Brasil, com destino ao canteiro de obras do Paraguai. A nova ponte está sendo construída com recursos de Itaipu Binacional. O vídeo mostra o início dos trabalhos no lado brasileiro.

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai, em construção sobre o Rio Paraná, com recursos de Itaipu Binacional, terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros. A obra será importante para aliviar o trânsito de veículos pesados que hoje congestiona a Ponte da Amizade. O vídeo feito durante a visita do diretor de Coordenação de Itaipu, general Luiz Felipe Carbonell, nesta quinta-feira (26), mostra como está a movimentação no canteiro de obras. 

Os trabalhos para a construção Ponte da Integração Brasil-Paraguai, localizada no Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu/PR e Presidente Franco, no Paraguai, seguem dentro do cronograma. O investimento, com recursos da Itaipu Binacional, será de aproximadamente R$ 463 milhões, considerando obras da estrutura, desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro.

Com a responsabilidade de aprovar os projetos da segunda ponte entre os dois países e supervisionar o empreendimento, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que até o momento, com a atuação de cerca de 80 colaboradores, já foram realizados serviços como supressão da vegetação na área do canteiro e da faixa de domínio, limpeza do terreno, locação e terraplenagem do canteiro, execução de revestimento primário no local, entradas de energia provisórias para realização das edificações da área, execução do poço artesiano, execução das edificações, espalhamento e compactação de bica corrida, além da execução do dique.

Já estão quase concluídas as ações de terraplanagem na área onde será instalado o canteiro de obras da Ponte da Integração Brasil-Paraguai.

O canteiro está sendo levantado junto ao local onde será criada a fundação para o bloco principal, que vai segurar os mastros de 120 metros que serão responsáveis pela sustentação da ponte. A estrutura, que vai unir a região do Porto Meira a cidade paraguaia de Presidente Franco, terá um investimento de R$ 323 milhões feito pela margem brasileira da Itaipu.

Um acordo binacional como este já possui precedente: os anos 90, por ocasião da construção da também chamada Ponte Internacional da Integração, sobre o Rio Uruguai, ligando o município gaúcho de São Borja (Brasil) a Santo Tomé (Argentina). Na época, por meio de troca de notas assinadas pelos governos brasileiro e argentino, foi criado um acordo que isentou os materiais de toda tarifa de importação ou qualquer imposto.

Este acordo é importante porque os insumos que serão incorporados à ponte, na margem paraguaia, são taxados com o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), relativo à importação daquele produto no Paraguai. Em relação ao maquinário não há problema, visto que ele é submetido ao regime de exportação temporária, que suspende o pagamento de impostos, desde que estas máquinas, como caminhões e tratores, retornem ao País de origem em prazo determinado.

“As duas pontes são estratégicas para os dois países, por isso, é do interesse de Brasil e Paraguai que sejam resolvidas estas questões”, comentou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. “Com a Ponte da Integração concluída, vai começar uma nova era para os países, que poderão ampliar seu comércio e abrir os mercados de importação e exportação para os demais países da região”, concluiu.

Segundo o diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell, outras reuniões com diferentes atores estão previstas. Um deles será com a Polícia Federal do Brasil e do Paraguai para tratar sobre o fluxo de pessoas envolvidas na obra. “É papel da Itaipu não apenas financiar a obra, mas atuar como facilitadora da construção, mediando encontros com as entidades e buscando soluções”, afirmou. A Diretoria de Coordenação é a área da Itaipu responsável pelo acompanhamento da construção.

Participaram do encontro de terça-feira (20) representantes da Receita Federal do Brasil, da Aduana do Paraguai, do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR), do consórcio Construbase-Cidade-Paulitec (responsável pela obra), além de empregados brasileiros e paraguaios da Itaipu envolvidos no acompanhamento da obra.

 

FACILITAÇÃO LOGÍSTICA

Na foto, os dois diretores-gerais de Itaipu: segunda ponte será construída pela margem brasileira, enquanto a outra será custeada pelo lado paraguaio.

A sugestão de um acordo comercial binacional para livrar da sobretaxa o material de construção é mais um esforço para facilitar a viabilidade da obra, que se soma à instrução normativa que está em desenvolvimento pela Receita Federal do Brasil. A intenção do documento é liberar mais rapidamente o trânsito de máquinas e material envolvidos na obra por meio de uma guia simplificada. A instrução será promulgada pela Coordenação de Aduanas de Brasília, em até 20 dias.

“Nosso objetivo é que a construção da ponte não prejudique o trabalho do porto seco em Foz do Iguaçu e que o serviço no porto não atrapalhe a obra”, explica o delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Paulo Bini. Diariamente, mais de 700 caminhões passam pelo porto seco, considerado o maior da América Latina.

Além de agilizar os trâmites no porto seco, a instrução normativa vai permitir a saída do País por um porto auxiliar, dentro da obra, pelo qual o consórcio fará a movimentação de equipamentos, maquinário e pessoal. Na margem paraguaia, há a previsão de se utilizar o porto de Presidente Franco, que já conta com estrutura alfandegária.

 

ANDAMENTO DAS OBRAS

Pelos próximos três meses, na margem paraguaia, o consórcio Construbase-Cidade-Paulitec vai concentrar o trabalho em fazer a terraplanagem, levantar o canteiro de obras e colocar as ensecadeiras para permitir, a partir do quarto mês, a criação da fundação – o bloco principal que vai segurar os mastros de 120 metros responsáveis pela sustentação da ponte.

Está previsto neste trabalho inicial o uso de cerca de 20 máquinas, como caminhões, tratores de esteira, motoniveladoras, escavadeiras hidráulicas, rolo compactadores, entre outras. O prazo de entrega da Ponte da Integração é de 36 meses.

O investimento de R$ 463 milhões é feito totalmente pela margem brasileira da Itaipu. Deste valor, R$ 323 milhões serão usados na construção da ponte e R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, entre a ponte e a BR-277. A previsão é que, no pico das obras, sejam contratados cerca de 500 trabalhadores – cem a mais do que previsto inicialmente – e que de 10 a 12 empresas atuem de forma indireta na construção da ponte.

Com 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior de uma ponte estaiada no Brasil, a obra terá duas torres de 120m de altura. A pista será simples, com 3,7m de largura, acostamento de 3m e calçada de 1,7m.

 

PERIMETRAL LESTE

A Perimetral Leste vai conectar a Ponte da Integração com a BR 277, em Foz do Iguaçu, desviando do centro da cidade o tráfego pesado de caminhões. Esta obra está a cargo da Construtora JL, de Cascavel. A exemplo da ponte, o prazo de execução também será de 36 meses, contando a partir da assinatura da ordem de serviço. A expectativa da construtora é que essa assinatura aconteça até a próxima semana.

Do prazo total, os dez primeiros meses serão dedicados à conclusão dos projetos executivos e trâmites burocráticos. Os projetos serão aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a obra, fiscalizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Neste contrato também está prevista a construção da aduana na margem brasileira, com os postos da Receita e Polícia Federal.

https://www.facebook.com/oestemania/videos/2477774895877653/?t=6

 

Com Itaipu

ItaipuBiNacional

Imagens: Theofanes de Lira Pessoa Júnior

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