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Variação térmica provoca morte de cerca de 2,7 mil ovelhas no Estado

Variação térmica provoca morte de cerca de 2,7 mil ovelhas no Estado

18/10/2019 10h40 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Variação térmica provoca morte de cerca de 2,7 mil ovelhas no Estado

Vídeo abaixo

Cerca de 2,7 mil ovelhas morreram em propriedades de Alegrete, Quaraí e Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu entre o último fim de semana e a segunda-feira (14), quando uma brusca mudança de temperatura atingiu algumas regiões do Estado.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS, técnicos da pasta visitaram os locais e constataram a causa das mortes: variação térmica e frio.

Cerca de 2,7 mil ovelhas morreram em propriedades de Alegrete, Quaraí e Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu entre o último fim de semana e a segunda-feira (14), quando uma brusca mudança de temperatura atingiu algumas regiões do Estado.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS, técnicos da pasta visitaram os locais e constataram a causa das mortes: variação térmica e frio.

Foram registradas, segundo a pasta, 1,2 mil mortes em Alegrete, mil em Quaraí e 500 em Uruguaiana, mas os números podem aumentar.

Vídeo de um dos fatos que matou mais de 500 ovelhas:

https://www.facebook.com/oestemania/videos/503647690218036/?t=0

Conforme a Somar Meteorologia, Alegrete, por exemplo, registrou máxima de 33,7ºC e mínima de 22ºC no domingo (13), enquanto na segunda (14) a temperatura variou entre 23,2ºC e 11,3ºC.

Segundo o diretor de Defesa Agropecuária da Secretaria do Estado, Antonio Carlos Ferreira Neto, o choque térmico em ovelhas acarreta problemas respiratórios e pode ser fatal. Se não resistir a alteração climática, o animal pode morrer em algumas horas, como de um dia para o outro. Ao mesmo tempo, a ovelha sofre se não tiver o pelo cortado durantes as altas temperaturas, explica Neto.

O problema não é incomum, diz o diretor. Nesta época do ano, a junção entre o período de tosquia no Estado com a aproximação do Verão e as mudanças de temperatura já causaram a morte dos animais em anos anteriores.

— Uma medida que muitos produtores tomam, e que pode evitar isso, é prender os animais em um local fechado, por um ou dois dias para evitar choque térmico. Alguns criadores também cobrem os animais com sacos plásticos, por exemplo, depois da tosquia — explica.

O caso não é interpretado pela secretaria como maus tratos, por ser um "processo normal, que faz parte do manejo", segundo Neto. Contudo, o produtor precisa notificar a pasta quando uma situação incomum ocorre, como morte de animais em massa.

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Fonte: Zero Hora

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