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Corpo de bebê é incinerado por engano em maternidade de Goiás

Corpo de bebê é incinerado por engano em maternidade de Goiás

28/10/2019 18h07 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Corpo de bebê é incinerado por engano em maternidade de Goiás

CORPO DE BEBÊ QUE SUMIU EM MATERNIDADE FOI INCINERADO POR ENGANO

A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia (SMS) informou na manhã do último sábado (26), que o corpo do recém-nascido Rogério Cardoso de Almeida Filho, que estava desaparecido, na verdade, foi incinerado por engano. O bebê viveu por cerca de 12 horas e, quando a funerária foi buscá-lo na Maternidade Marlene Teixeira, ele havia sumido.

“Chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recém-nascido para incineração, o que é procedimento de praxe no caso dos resíduos biológicos”, esclarece a nota divulgada pela pasta.

Já a empresa responsável pela coleta do lixo informou que “não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital”. A nota diz ainda “que nada de anormal foi identificado em suas operações no dia do ocorrido”. A SMS também disse que serão aplicadas “junto aos responsáveis todas as sanções cabíveis”.

A nota finaliza dizendo que “a Secretaria lamenta profundamente o ocorrido, se solidariza com os familiares e informa que prestará toda assistência e reparos que estiverem ao alcance da gestão municipal”.

Mãe do bebê, a dona de casa Juliana Fernandes, de 29 anos, está desolada com tudo o que aconteceu. Ela disse que não consegue acreditar no que tem vivido nos últimos dias.

“Já estou sofrendo muito porque perdi meu bebê no hospital, e agora não tem nem corpo, não posso enterrar meu filho”, contou, emocionada.

O pai, Rogério Cardoso de Almeida, contou que ouviu a notícia da diretoria do hospital.

“Eles disseram que foi uma empresa terceirizada que recolhe as placentas que foi recolher a placenta, levou o bebe junto e incineraram. botaram fogo no meu neném”, lamentou.

Segundo a família, o neném nasceu no sétimo mês de gestação, na tarde de quinta-feira (24), e viveu por cerca de 12 horas. Consta na certidão de óbito que ele morreu por problemas respiratórios.

O pai foi atrás dos trâmites de praxe junto à funerária e cemitério, para conseguir enterrar o filho, mas chegando à maternidade para buscar o corpo, ainda na quinta-feira, ele não havia sido encontrado.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mas ainda não divulgaram detalhes do caso.

Veja nota na íntegra da Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia esclarece que nesta sexta-feira, 25, um recém-nascido, em estado de prematuridade extrema, veio à óbito na Maternidade Marlene Teixeira. Como a causa da morte já havia sido verificada, a equipe da Maternidade procedeu conforme protocolo e acondicionou o corpo, devidamente identificado, em local adequado até a vinda da empresa funerária.

Porém, quando a empresa chegou ao local para recolher o corpo, este não foi localizado. A SMS informa que imediatamente acionou as autoridades policiais e que contribuiu com as investigações.

Por meio do que foi apurado, administrativamente e também pelas autoridades policiais, chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recém-nascido para incineração, o que é procedimento de praxe no caso dos resíduos biológicos.

A Secretaria lamenta profundamente o ocorrido, se solidariza com os familiares e informa que prestará toda assistência e reparos que estiverem ao alcance da gestão municipal.

Veja nota na íntegra da empresa

“A Resíduo Zero Ambiental externa sua consternação e solidariedade à família enlutada.

A empresa esclarece que não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital. A separação e acondicionamento do resíduo hospitalar é feito pela unidade de saúde.

A empresa apenas recolhe e imediatamente encaminha para o processo de tratamento térmico, conforme regulamentações e normas vigentes. A empresa não é responsável pelo resíduo que é colocado para ser coletado e tratado.

Por fim, manifesta sentimento de profunda tristeza e se coloca à disposição para informações e esclarecimentos acerca dos seus serviços”.

Fonte/Foto: ChapecóOnline

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