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Técnicos coletam amostras de água para investigar morte de peixes no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre

Técnicos coletam amostras de água para investigar morte de peixes no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre

03/12/2019 14h28 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Técnicos coletam amostras de água para investigar morte de peixes no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre

Equipes do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) coletaram amostras de água em dois pontos do Arroio Dilúvio na manhã desta terça-feira (3), para começar a investigar o surgimento de peixes mortos no local. Eles passam boiando pela água e se acumulam na ecobarreira, a poucos metros do Guaíba. A linha de contenção represa centenas de peixem em meio ao lodo e ao lixo.

As amostras foram coletadas nos cruzamentos das avenidas Ipiranga com a Praia de Belas e com a João Pessoa.

"Primeira vez que acontece dessa quantidade e desse tamanho, peixes adultos", comenta o operador da ecobarreira Cláudio Lopes, que trabalha no local desde o início do projeto, há cerca de três anos e meio. "Apesar da sujeira do arroio, os peixes sobrevivem, eles passam e desovam. Nunca aconteceu de aparecer essa quantidade", completa.

Cláudio explica que a barreira fica totalmente fechada para que o lixo seja recolhido. "Quando acontecem coisas atípicas assim, a barreira permite abrir um meio metro para esse material passar, os peixes passam e eu recolho o lixo mesmo."

Para o coordenador de Engenharia Ambiental da Uniritter os peixes entram em uma espécie de armadilha. Carregados pela chuva, acabaram sem oxigênio quando o nível do Dilúvio baixou.

"Como nós passamos por um período chuvoso muito intenso, [a chuva] carregou matéria orgânica para dentro do arroio (...) A cheia facilita o acesso dos peixes e, com a época da migração, eles vão subir ao arroio e, aí, com o nível que vai baixando, eles podem ficar represados e se concentrarem em algum ponto. Com o aumento dessa população e a diminuição do curso hídrico, vai diminuir a taxa de oxigênio, que pode causar a mortandade", analisa.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade vai na mesma linha e atribui o aumento da poluição devido ao despejo de esgoto, já que o dilúvio recebe descarte desde sua nascente, em Viamão, passando por diversas ocupações irregulares.

Motivos naturais também não são descartados. A secretaria orienta ainda essas comunidades a ligarem suas redes de esgoto ao sistema de saneamento do município.

O volume de animais mortos nesta terça no arroio impressionou quem passava pelo local.

"Isso, para mim, faz parte de um descaso da administração pública (...) A gente tem o nosso direito a voto, nós elegemos as pessoas que estão no poder e cabe à população fazer a fiscalização, e a gente não tem feito isso de uma forma intensiva", diz o advogado Thomaz Frank Bergman.

"Tristeza. O pessoal não dá jeito. Também, o povo não tem a consciência de colocar o lixo onde tem que colocar, e aí acontece isso", lamenta a dona de casa Ângela Cunha.

"Eu acho um descaso, e a própria população também não ajuda. Todo mundo coloca de tudo no arroio, tudo desemboca aqui, então não tem como ser uma coisa melhor. É bem triste, nossa cidade mereceria coisa melhor", completa o aposentado Márcio Pirillo.

Por Josmar Leite, RBS TV

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