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Protocolo de remédios para Covid-19 fica pronto na segunda

Protocolo de remédios para Covid-19 fica pronto na segunda

04/07/2020 10h07 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Protocolo de remédios para Covid-19 fica pronto na segunda

O protocolo para uso de medicamento a pacientes suspeitos e confirmados da Covid-19, chamado de tratamento precoce do novo coronavírus, que foi aprovado pela prefeitura de Campo Grande na quarta-feira (2), dever ficar pronto na segunda-feira (6).

De acordo com um dos médicos que faz parte do grupo que propôs a implantação desta medida, Sandro Benites, o texto ainda “precisa adequação” e na segunda-feira ele deverá ser assinado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

O protocolo, que já foi adotado em outras cidades do Brasil, ainda precisa da compra dos medicamentos para que ele seja colocado em prática. A estimativa da Sesau é que sejam necessários cerca de 1,3 milhão de comprimidos de ivermectina (1 milhão) e hidroxicloroquina (300 mil).

Como este último medicamento tem contraindicação para algumas pessoas, ele deverá ser adquirido em menor quantidade. A administração já começou a cotar esses medicamentos e pensa também na possibilidade de consegui-los por meio de parceria. A secretaria, inclusive, já encaminhou ofício ao Exército Brasileiro, com a intenção de tentar uma colaboração, já que o comando fabrica este tipo de medicamento em larga escala no Brasil.

O uso destes medicamentos, entretanto, serão apenas em caso de prescrição médica. A ideia é que os profissionais possam passar a ivermectina para profissionais da saúde e para contactantes de casos confirmados e a hidroxicloroquina para pessoas que apresentam os primeiros sintomas. Nos dois casos não será necessário aguardar o exame para a Covid-19 para a ingestão dos medicamentos.

A decisão de aprovar este protocolo, que não tem lastro científico nem comprovação de que realmente funcione, foi criticada nesta sexta-feira pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende. Segundo ele, não há medicamento para a doença e a melhor forma de evitá-la é o distanciamento social.

Fonte: Correio do Estado

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