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Do chiclete a remédios, conheça a versatilidade da resina de pinus

Do chiclete a remédios, conheça a versatilidade da resina de pinus

19/07/2020 10h59 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Do chiclete a remédios, conheça a versatilidade da resina de pinus

O Brasil é líder mundial em vários produtos do agronegócio, como a soja e o café, mas é também campeão em uma atividade pouco conhecida: a resina extraída de pinheiros cultivados no país. O produto é uma espécie de cola, uma goma vegetal que tem diversos usos no nosso dia-a-dia.

O produto está presente no pneu do carro, na sola do sapato, na tinta da parede e da impressora e, até mesmo, na cápsulas de remédio e no chiclete.

E é no sul do estado de São Paulo que se concentra a maior produção desse material no Brasil, com destaque para o município de Itapirapuã Paulista, onde as terras estão tomadas pelo cultivo do pinus elliotti, uma espécie exótica que se deu bem por aqui.

O engenheiro florestal Mauro Faria Vieira é vice-presidente da Associação dos Resinadores do Brasil (Aresb) e explica que a resina é um extrato da planta que atua como defesa contra o ataque de insetos, fungos e parasitas, por isso da aparência pegajosa.

Mercado

O país produz 200 mil toneladas de resina por ano, mais do que o dobro que era produzido há seis anos. É o segundo maior produtor mundial, atrás da China. De tudo que se processa de resina no Brasil, 70% vai para fora do país, o que nos coloca como maior exportador mundial.

E, ao mesmo tempo, as áreas de plantio de pinus vem crescendo. No interior de São Paulo, cada hectare de pinus para resina rende por volta de R$ 3 mil de lucro ao ano, valor que já foi maior no passado.

Mesmo assim, há que invista na atividade de olho no retorno financeiro que ela oferece. O agricultor Tiago diz que gastou cerca de R$ 1 milhão para comprar uma propriedade na região.

“Eu espero daqui oito anos começar a produzir, (depois) mais seis anos para frente eu pago a fazenda”, explica.

O agricultor consegue extrair resina o ano todo e, depois de 15 anos de extração, o produtor corta o pinheiro e vende a madeira.

Como funciona?

Para que o pinus produza a resina, é preciso raspar a casca da árvore para que se crie uma “estria” e, para retardar a cicatrização, é aplicada uma pasta à base de farelo de arroz, água e ácido sulfúrico. Um saquinho fica preso ao tronco, armazenando a resina que escorre. Esse é o método mais tradicional.

A exploração dura cerca de 15 anos e, durante esse período, o local da estria e extração pode mudar de lugar no tronco da árvore.

Há também outras técnicas, como a que Vieira usa na produção dele. Com uma broca, o trabalhador faz dois furos lado a lado. Depois, passa um estimulante floral e instala o saquinho amarrado a um cano, que é por onde a resina vai escorrer. Desta forma, a produtividade pode ser até 30%.

“Além do aumento da produtividade, a gente consegue melhorar a qualidade do nosso produto. Quando o sistema é fechado, a gente isola das impurezas”, explica o produtor.

'Dia da meleca'

Seja porque o relevo não permite a mecanização, seja porque não tem outro jeito mesmo de se fazer o trabalho, do começo ao fim, tudo que envolve a retirada da resina no campo é bastante artesanal.

O dia da coleta da resina é também conhecido como o “dia da meleca”, isso porque o produto suja bastante as mãos dos trabalhadores.

De saquinho em saquinho, os funcionários recolhe a produção que escorreu pelo tronco por cerca de três, quatro meses.

Cada pinheiro produz algo em torno de 3 kg de resina por ano.

Transformação

Após a retirada e transporte das resinas, a indústria pega o material que veio do campo para transformá-lo em dois produtos: o breu e a terebintina.

O breu serve de liga na composição de inúmeros produtos do nosso cotidiano, já a terebintina entra como solvente.

“A cadeia da resina não acaba aqui. Em seguida, a gente distribui para o mercado externo… Ásia, Europa, América, e a gente tem um consumo interno também na nossa unidade”, diz Eduardo Rodrigues, gerente da indústria.

História

O trabalho de resinagem em grande escala no Brasil teve início na década de 1970, quando a mão de obra nos Estados Unidos ficou muito cara e, praticamente, inviabilizou a atividade por lá.

Com isso, o estado de São Paulo, que já tinha uma grande área de pinus se destacou. Não só porque tinha gente disponível, mas também porque o rendimento da planta surpreendeu.

“Os primeiros registros da utilização da resina foram no antigo Egito. Em algumas tumbas foram encontrada resina e era usada na mumificação de corpos”, conta Vieira.

Por Globo Rural

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