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Geral XANXERÊ

Em menos de um dia, três pessoas morrem em Xanxerê à espera de UTI

Fila de espera por uma vaga em UTI no hospital da cidade soma mais de 20 pessoas

27/02/2021 07h53 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação 2 Fonte: NSC Total
Ana Lucietto/Divulgação/HRSP
Ana Lucietto/Divulgação/HRSP

Em menos de sete horas, três pessoas morreram enquanto esperavam por uma vaga no hospital de Xanxerê, no Oeste catarinense. Duas delas, perderam a vida durante a madrugada, enquanto que a terceira teve o óbito confirmado por volta das 9h desta sexta-feira (26). Todas estavam na fila por leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).​

Até às 10h desta sexta-feira, 21 pessoas esperavam por vagas de UTI e duas, por leitos de enfermaria. Assim como o município, toda a região Oeste sofre com o colapso da rede de saúde, provocado pelo aumento de casos ativos de Covid-19 e o agravamento da infecção.

De acordo com o G1SC, a última vítima registrada no município é um homem de 60 anos que não tinha comorbidades. Ele estava internado desde segunda-feira (22) no Hospital Regional São Paulo (HSP), onde aguardava um leito de UTI na própria unidade hospitalar ou transferência para outro local.

Os outros dois óbitos foram registrados entre 3h30min e 4h30min. O primeiro foi de um homem que possuía comorbidades e estava internado desde o dia 20 de fevereiro na emergência. A outra vítima, também com comorbidades, estava internada desde o dia 23 de fevereiro.

Com as últimas três mortes confirmadas por coronavírus, Xanxerê soma 65 óbitos, segundo dados da secretaria municipal de saúde. Já o Estado, divulgou 63 mortes no último boletim desta sexta.

Calamidade pública 

Na quinta-feira (25), a prefeitura de Xanxerê decretou estado de calamidade pública, lei seca e o fechamento de serviços não essenciais devido ao avanço da pandemia do coronavírus. No mesmo dia, o Ministério da Saúde declarou ajuda da Força Nacional do SUS ao município, com envio de dois técnicos e 10 respiradores à cidade.

Um dia antes, o prefeito Oscar Martarello falou sobre a grave situação e chorou, em transmissão ao vivo nas redes sociais, enquanto pedia ajuda aos governos estadual e federal.

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