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Alta incidência da cigarrinha preocupa produtores em SC

Neste ano, em decorrência das condições climáticas de pouca chuva, houve a intensificação da proliferação da cigarrinha-do-milho na região

04/03/2021 10h53 Atualizada há 8 meses
Por: Redação 2 Fonte: Novo Rural/MB Comunicação Empresarial/Organizacional
Divulgação
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As lavouras de milho no Sul do País, especialmente no Paraná e sobretudo em Santa Catarina, foram amplamente castigadas pela seca e pela praga da cigarrinha. O alerta é da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC), da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As entidades do setor se reuniram em videoconferência nesta semana para debater o assunto.

Em Santa Catarina, a incidência da cigarrinha-do-milho, inseto-vetor de doenças provocadas por vírus e bactérias, tem ocorrido de forma generalizada em todas as regiões e com danos econômicos variáveis na safra 2020/2021. Produtores relatam perdas de até 70% das lavouras, especialmente nos cultivos precoce e superprecoce, variedades mais sensíveis à praga.

Segundo informações dos pesquisadores da Embrapa, a cigarrinha se alimenta e se reproduz apenas no milho e, por isso, a manutenção de plantas é favorável para sua multiplicação. Também não há controle químico 100% eficaz para a praga. Ao contaminarem a planta, as cigarrinhas prejudicam o seu desenvolvimento, acarretando em má formação, menos espigas e, consequentemente, queda de produtividade.

Acompanhe a situação da cigarrinha

—   Era uma praga que existia apenas no Centro-Oeste brasileiro, onde há irrigação e plantio em todos os períodos, condições que elas buscam para se proliferar. Porém, com a diversificação do cultivo de milho no Sul, especialmente em Santa Catarina, onde a bacia leiteira é forte, a cigarrinha acabou se deslocando para cá. Com a estiagem do ano passado, a praga se proliferou rapidamente —, detalha o vice-presidente da FAESC, Enori Barbieri.

De acordo com a Epagri, no ano passado a planta passou por um estresse muito grande por déficit hídrico no início da safra, permitindo a entrada da doença e a disseminação do vetor de forma rápida. 

A orientação das entidades é para que os agricultores busquem sementes mais resistentes no mercado, otimizem a rotação de culturas nas lavouras e adotem o chamado vazio sanitário – intervalo de, pelo menos, 60 dias sem plantio.

A cigarrinha impactará na produtividade do milho no Estado neste ano. A estimativa da FAESC é que a safra 2020/21 deve chegar, no máximo, a 1,5 milhão de toneladas – 1,2 milhão a menos que o previsto. São 300 mil hectares de área cultivada para milho comercial e 200 mil para silagem.

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