Quarta, 08 de Dezembro de 2021 13:34
(55) 99612-5337
Destaque POLÍCIA CIVIL

Aumento nos casos de abigeato deixam pecuaristas catarinenses em alerta

O aumento no número de ocorrências de abigeato – furto de gado – está preocupando os produtores rurais catarinenses.

06/03/2021 08h39
Por: Redação1 Fonte: Novo Rural
Aumento nos casos de abigeato deixam pecuaristas catarinenses em alerta

O aumento no número de ocorrências de abigeato – furto de gado – está preocupando os produtores rurais catarinenses. O crime foi reportado pelos presidentes dos Sindicatos à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), que solicitou a atenção do Governo do Estado para coibir a ação dos criminosos.

Em fevereiro, dois furtos causaram prejuízos milionários a pecuaristas do Planalto Serrano. Duas fazendas de Santa Cecília tiveram 85 animais roubados das propriedades, causando perdas de R$ 620 mil. Na primeira ação, os criminosos lotaram dois caminhões e levaram 50 novilhas de raça, estimadas em meio milhão de reais. Na outra, do mesmo modo, 35 cabeças de gado foram furtadas, 23 bois e 12 vacas, cujo valor alcançou R$ 120 mil. Neste caso, porém, a Polícia Civil de Santa Cecília conseguiu recuperar todos os animais no município vizinho de Papanduva e devolvê-los ao produtor. 

Na última semana, o pecuarista de Cerro Negro, Mário Kauling, foi mais uma vítima. Ele foi furtado duas vezes: uma carga com quatro novilhas e outra com nove. Na segunda ação, a Polícia conseguiu recuperar os animais e reduziu o prejuízo do produtor. Mesmo assim, Kauling perdeu R$ 10 mil do seu rebanho e precisou investir outros R$ 500 para transportar o gado de volta para a fazenda.

– A gente percebe que se trata de uma organização criminosa bem articulada. Eles agem quase sempre na madrugada e levam grande quantidade, provavelmente para revenda. O nosso sentimento é de tristeza, vulnerabilidade e medo. Há muitos outros casos em que encontramos apenas a carcaça do gado. Nestas situações são furtos menores, mas que também causam grandes prejuízos – afirma o produtor. 

Faesc solicita apoio

O vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, alega que o alto preço da carne bovina tem despertado a atenção dos criminosos nos últimos meses em todo o país e precisa de fiscalização maior nas fazendas. Ele orienta os produtores a observarem a circulação de pessoas ou de veículos estranhos nas comunidades e acionarem a Polícia em qualquer caso suspeito.

– Já há uma parceria entre as forças de segurança, a Cidasc e os Sindicatos Rurais no Estado, como as Polícias Ambiental, Militar e Civil. Porém, não há como fiscalizar em tempo integral, por isso é importante que os produtores monitorem suas propriedades e avisem os policiais em qualquer suspeita – alerta Pagani.

Em reunião virtual com o secretário da Agricultura do Estado, Altair Silva, o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, solicitou o apoio do Governo para reprimir a ação dos criminosos.

– O abigeato é um crime que sempre nos preocupa, não só pelos altos prejuízos, mas por colocar a segurança e a produtividade dos nossos pecuaristas em risco. Nos colocamos à disposição para debatermos em conjunto uma forma de impedirmos esses furtos e protegermos melhor os produtores – ressalta o dirigente.

Parcerias melhoram fiscalização

Duas experiências têm ajudado os produtores e a Polícia a reduzirem a criminalidade no meio rural. Uma delas é em Lages, onde o Sindicato Rural e as cooperativas do setor têm convênio com a Polícia Militar para rondas no campo, por meio do projeto Patrulha Rural. Com repasse mensal de R$ 1.500, o Sindicato ajuda a bancar os custos de duas viaturas exclusivas para monitorar o setor. Os recursos também asseguram alimentação aos policiais que não precisam retornar à cidade para almoço.

Outro modelo bem-sucedido é executado em Chapecó, no oeste. Chamado de GPS Rural, o programa certificou mais de 500 propriedades para monitoramento via GPS. Todas têm placas de identificação que facilitam o acesso e o atendimento da Polícia Militar, Bombeiros, Samu e SAER. O programa é fruto de uma parceria entre Prefeitura, Sociedade Amigos de Chapecó (SACH), forças da segurança, Sindicato Rural de Chapecó e Região, além das agroindústrias.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias