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Após queda, pandemia dá sinais de estabilização em nível elevado no RS

Taxas de novos casos e óbitos, que vinham caindo no Estado, reduziram o ritmo de recuo.

20/04/2021 08h03
Por: Redação 2 Fonte: Gaúcha ZH
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s gaúchos testemunharam o número de novos casos e óbitos provocados por covid-19 entrar em tendência de declínio, nas últimas semanas, após uma nova onda do coronavírus ter superlotado hospitais. Os dados mais recentes, porém, indicam que essa queda perdeu velocidade e sinalizam uma estabilização da pandemia em patamar muito elevado — o que pode resultar em novo agravamento em um curto intervalo de tempo.

A média da taxa diária de crescimento dos casos chegou a superar 1% ao final da primeira semana de março no Rio Grande do Sul. Cerca de um mês depois, esse índice havia caído pela metade (veja gráfico). O problema é que, nos últimos dias, esse recuo perdeu velocidade e começou a dar lugar a indícios preliminares de estabilidade. Ao longo da semana, a média de avanço das contaminações passou a oscilar entre 0,47% e 0,51% (média diária de novos casos calculada ao longo de sete dias, para reduzir distorções).

— Nós vínhamos em uma tendência de queda. Essa queda entrou em desaceleração e começa a dar sinais de que pode estar se estabilizando. O problema é que estaria se estabilizando em um patamar ainda muito elevado — alerta o cientista de dados e coordenador da Rede Análise Covid-19, Isaac Schrarstzhaupt.

A média da taxa diária de novos óbitos, calculada pela data de registro da morte, apresenta comportamento semelhante. Chegou a superar 1,8% em meados de março, período em que entrou em declínio. Manteve-se abaixo de 1% ao dia desde 10 de abril — mas deixou de apresentar a mesma tendência clara de diminuição. Nos últimos dias, houve até uma ligeira oscilação para cima e passou de 0,7% para 0,8%.

Esse cenário é confirmado em um boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que analisou dados disponíveis até 12 de abril. O texto diz que "os Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina apresentam indícios de que podem estar interrompendo a tendência de queda ainda em valores significativamente elevados".

O texto conclui que as estimativas "reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da COVID-19 enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos".

Esse cenário deixa especialistas em alerta por uma razão: quando há novo aumento da mobilidade, como agora no Rio Grande do Sul em razão de flexibilizações na circulação, há uma ameaça muito maior de repique da pandemia se a taxa de contaminação ainda estiver elevada.

— Nossa situação atual é como andar em uma corda bamba. Qualquer coisa, (a pandemia) pode voltar a subir. Mesmo que a gente consiga se manter como está agora, é um sofrimento enorme. Estaríamos aceitando um número maior de mortes por não conseguirmos interromper a transmissão do vírus — afirma a professora de Epidemiologia e reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Pellanda.

Schrarstzhaupt lembra que a Europa conseguiu reduzir "quase a zero" a taxa de contaminação após a adoção de lockdowns no ano passado. Por isso, uma segunda onda do coronavírus demorou meses até ganhar força. Isso pode ocorrer em menos tempo quando o coronavírus segue circulando em maior nível na sociedade.

— Quando você já tem uma circulação elevada do vírus e aumenta a mobilidade, a probabilidade de contaminação das pessoas que vão para a rua é muito maior, e, em consequência disso, a possibilidade de uma nova disparada da pandemia em um curto prazo — explica.

Depois de ficar semanas acima de 100%, a taxa geral de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) voltou a ficar abaixo da capacidade máxima no Estado. Mas ainda se encontra em um patamar de sobrecarga — na tarde desta segunda, estava em 87%.

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