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Anvisa aprova uso emergencial de coquetel de anticorpos anticovid

Com a decisão desta terça-feira (20/4), podem tomar o coquetel anticovid adultos e crianças a partir de 12 anos que tenham tido diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus confirmado por exame laboratorial

20/04/2021 12h59
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Por: Redação 2 Fonte: Correio Braziliense
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, o uso emergencial do conhecido coquetel de anticorpos contra a covid-19. O medicamento combina os monoclonais casirivimabe e imdevimabe e são indicados para uso em quadros leves e moderados da doença.

Com a decisão desta terça-feira (20/4), podem tomar o coquetel anticovid adultos e crianças a partir de 12 anos que tenham tido diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus confirmado por exame laboratorial. Além disso, é necessário que a administração seja feita em ambiente hospitalar.

“No entanto, a Agência esclarece que o casirivimabe e o imdevimabe não estão autorizados para uso em pacientes hospitalizados (internados) devido à covid-19 ou que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos”, pondera a Anvisa, por meio de nota. Isso porque os estudos não indicam que o fármaco seja eficiente para pacientes já internados. Pelo contrário: há indicação de desfechos clínicos mais graves se não administrados corretamente.

A combinação de monoclonais casirivimabe e imdevimabe ficou conhecida após o ex-presidente dos EUA Donald Trump fazer uso do medicamento, que só pode ser administrado em ambiente hospitalar. Assim como no caso de Trump, os anticorpos têm indicação especialmente para aqueles que possuem alto risco de progredir para formas mais graves da doença. “Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou que têm certas condições médicas crônicas”, detalha a Anvisa.

O que são anticorpos monoclonais?

São proteínas feitas em laboratório e que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus. O casirivimabe e o imdevimabe são anticorpos monoclonais especificamente direcionados contra a proteína de pico (spike) do Sars-CoV-2, projetada para bloquear a adesão e a entrada do vírus em células humanas.

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