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Submarino desaparecido com 53 pessoas, na Indonésia tem oxigênio até sábado

Embarcação com 53 pessoas a bordo pode estar entre 610 e 700 metros de profundidade no mar próximo de Bali

22/04/2021 17h16
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Por: Redação 2 Fonte: R7
Reuters /Divulgação
Reuters /Divulgação

O chefe da Marinha da Indonésia, Yudo Margono, afirmou nesta quinta-feira (22) que o submarino que desapareceu na Indonésia tem capacidade para 72 horas de oxigênio, o que significa que ele acabaria no início de sábado (24). Mais de 400 pessoas, além de cinco navios e um helicóptero estão participando da busca pelo resgate da embarcação.

"Esperamos poder resgatá-los antes que o oxigênio acabe, às 3 da manhã de sábado", afirmou Margono ao portal NBC. Ele disse que as equipes de resgate encontraram um objeto não identificado com alto magnetismo na área e que as autoridades esperam que seja o submarino.

O KRI Nanggala 402, como foi nomeada a embarcação, estava participando de um exercício de treinamento na quarta-feira (21) quando perdeu contato com as autoridades. Os navios participantes do exercício iniciaram a busca imediatamente.

Horas depois, equipes de busca de um helicóptero localizaram um vazamento de combustível a cerca de 97 quilômetros ao norte da ilha balneária de Bali, perto da área onde o submarino havia desaparecido. Não há nenhuma evidência conclusiva, no entanto, de que o ocorrido esteja ligado à embarcação.

A Marinha acredita que o submarino tenha afundado a uma profundidade entre 610 e 700 metros, aproximadamente. Um funcionário da Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering da Coréia do Sul, Ahn Guk-hyeon, disse que, por causa da pressão, o submarino entraria em colapso se fosse mais fundo que 200 metros.

O secretário do Instituto de Submarinos da Austrália, Frank Owen, afirmou, por sua vez, que o a embarcação pode estar em uma profundidade muito grande para uma equipe de resgate operar. "A maioria dos sistemas de resgate são realmente avaliados para apenas cerca de 600 metros (1.969 pés)."

"Eles podem ir mais fundo do que isso porque terão uma margem de segurança embutida no projeto, mas as bombas e outros sistemas associados a isso podem não ter a capacidade de operar. Portanto, eles podem sobreviver nessa profundidade, mas não necessariamente operar", completou.

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