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Fungo negro: suspeita de doença rara e grave em paciente pós-Covid é investigada em Joinville

O Ministério da Saúde emitiu Comunicação de Risco, no último sábado (29), sobre o provável caso de mucormicose em paciente da cidade

30/05/2021 22h14
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Por: Redação1 Fonte: NSC Total
Unicamp/Reprodução
Unicamp/Reprodução

Imagem microscópica de célula atingida por fungo negro (Foto: Unicamp/Reprodução)

Joinville está acompanhando um caso provável de mucormicose, infecção fúngica grave e rara também conhecida como fungo negro, em um paciente da cidade. O homem, 52 anos, é morador da Zona Norte, testou positivo para Covid-19 e tem histórico de comorbidades (diabetes mellitus e artrite reumatoide).

No último sábado (29), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do Ministério da Saúde emitiu uma comunicação de risco sobre o provável caso do paciente imunodeprimido de Joinville. Esta situação já estava sendo acompanhada pela equipe da Vigilância em Saúde da Prefeitura de Joinville, desde que foi cogitada a hipótese do diagnóstico.

Paciente positivou para Covid-19

No dia 20 de fevereiro deste ano, o paciente apresentou sintomas gripais e realizou o teste de antígeno três dias depois, confirmando o diagnóstico para Covid-19.

Em 19 de março, em função de fraqueza generaliza

da relacionada com a Covid-19, foi internado em um hospital da rede particular. Teve alta em 4 de abril, com melhora geral do quadro de saúde.​

Por ter apresentado cetoacidose diabética, que é uma complicação metabólica caracterizada por fatores relacionados com a diabetes, o paciente teve uma celulite facial, que prejudicou parcialmente a acuidade visual. 

Por este motivo, iniciou imediatamente acompanhamento com médico especialista. Internou novamente em 21 de maio para realização de procedimento cirúrgico, que foi efetivado em 26 de maio.

Atualmente, segue internado em unidade hospitalar particular, com monitoramento constante da Secretaria Municipal da Saúde, por meio da equipe da Vigilância em Saúde. As informações seguem sendo compartilhadas com o Ministério da Saúde e com a Secretaria de Estado da Saúde.

 

O que é a mucormicose

O termo fungo negro é popularmente utilizado para se referir à mucormicose, uma infecção causada por um fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales. É considerada uma infecção fúngica grave e rara, originária de microrganismos que vivem em diversos ambientes, particularmente no solo com matéria orgânica em decomposição, como folhas, adubo ou madeira.

A mucormicose é contraída por pessoas que entram em contato com os esporos fúngicos. Indivíduos diabéticos, com doenças oncohematológicas ou que utilizam medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis à contaminação.

Há cinco formas possíveis da manifestação da doença: sinusal/cerebral, pulmonar, gastrointestinal, cutânea ou disseminada. Os sintomas mais comuns são dores súbitas, que evoluem para lesões localizadas. 

Em casos graves, a mucormicose pode evoluir para coma e óbito. A infecção, que geralmente se manifesta na pele, pode espalhar-se para outras partes do corpo. 

 

Geralmente, o tratamento é realizado com intervenção cirúrgica para remover os tecidos infectados ou mortos. Em alguns pacientes, a evolução da doença pode resultar na retirada de parte da mandíbula ou do olho.

Também há tratamento medicamentoso, que pode envolver um período entre quatro e seis semanas de terapia antifúngica intravenosa, dependendo do quadro clínico do paciente.

Em nível mundial, estudos estão sendo realizados para verificar possíveis relações entre a mucormicose e pacientes com Covid-19, especialmente os que apresentam comorbidades e quadros imunodreprimidos.

A Secretaria da Saúde informou que irá realizar coletiva de imprensa na próxima segunda-feira (30) para esclarecer mais informações sobre a situação.

 

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