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Lava do vulcão nas Canárias atinge casas e deixa rastros de destruição

As expulsões de lava continuam e seguem rumo à costa

20/09/2021 15h59
Por: Redação1 Fonte: DESIREE MARTIN / AFP
AFP PHOTO/Daniel KFOURI/CP
AFP PHOTO/Daniel KFOURI/CP

 A lava do vulcão Cumbre Vieja que entrou em erupção no domingo (19) na ilha espanhola de La Palma, provocou a retirada de cerca de 5.500 pessoas e a destruição de quase 100 casas em sua descida para o mar.

"Não lamentamos nenhuma perda humana ou danos pessoais, acredito que essa é a melhor notícia", disse Ángel Torres, presidente do governo regional deste arquipélago turístico localizado nas costas do noroeste da África, em uma coletiva de imprensa com o presidente do governo, Pedro Sánchez, que está em La Palma desde domingo.

No entanto, a erução - a primeira a ser registrada nesta ilha em 50 anos - provocou a retirada de quase 5.000 pessoas. Os danos são visíveis.

"Neste momento, temos 5.000 pessoas retiradas (...) e cerca de 100 casas destruídas" nas localidades de Los Llanos de Aridane, El Paso e Tazacorte, relatou Lorena Hernández, conselheira de Segurança Cidadã da primeira delas, no segundo dia de erupção do Cumbre Vieja.

"As expulsões de lava continuam e seguem rumo à costa", acrescentou.

Os impressionantes rios de lava arrasaram árvores, invadiram casas e estradas, como mostram vários vídeos publicados nas redes sociais.

Com temperaturas de mais de 1.000°C, a lava avança a uma velocidade média de 700 metros por hora, segundo o Instituto Vulcanológico das Canárias.

"Essa língua de lava engole tudo que vai encontrando pelo caminho", descreveu Mariano Hernández Zapata, presidente de Cabildo de La Palma, em entrevista à Televisión Española.

"É dramático ver muitos projetos de vida desaparecendo", acrescentou.

Em entrevista à televisão pública, o prefeito de El Paso, uma das localidades afetadas, descreveu a devastação.

"Em sua passagem, a lava não deixou absolutamente nada", descreveu o prefeito Sergio Rodríguez, acrescentando que os moradores "têm muita incerteza".

"Vão levar muito tempo para voltar, com certeza", comentou Rodríguez sobre o possível retorno dos moradores para suas casas.

Em apenas três minutos, Angie Chaux, uma moradora de Los Llanos de Ariadne, que vive a poucos quilômetros do vulcão, conta que teve de deixar sua casa, às pressas, às 4h30 da madrugada, junto com o marido e o filho de três anos.

"Estou nervosa, porque não sabemos o que vai acontecer. Se vamos encontrar nossa casa", desabafou, contanto que a lava passou a 700 metros de sua residência.

Atividade por várias semanas

Situado no centro da ilha de La Palma - uma das sete que compõem o turístico arquipélago das Canárias, perto da costa do noroeste da África -, o vulcão Cumbre Vieja ficou sob estrita vigilância há uma semana, devido a uma forte recuperação de sua atividade sísmica.

A erupção começou no domingo, pouco depois das 15h locais (12h00 em Brasília).

O governo regional das Ilhas Canárias disse na manhã de hoje no Twitter que não há previsão de novas erupções no momento, já que os fluxos de lava agora seguem "em direção ao mar".

De acordo com Ángel Víctor Torres, o vulcão Cumbre Vieja teria entre 17 e 20 milhões de metros cúbicos de lava. Por isso, a erupção continuará, alertou ele em um vídeo publicado no Twitter.

"Segundo a comissão técnica, tudo parece indicar que não haverá novos pontos de erupção", acrescentou Torres, que reiterou que a "segurança" dos habitantes está "garantida".

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, adiou sua viagem a Nova York, para participar da Assembleia Geral da ONU, e se deslocou para La Palma. Está lá desde a noite para acompanhar a evolução das operações.

A atividade do Cumbre Vieja pode durar "várias semanas, ou poucos meses", devido à presença de uma segunda reserva de magma situada a 20 ou 30 km de profundidade, explicou o coordenador científico do Instituto Vulcanológico das Canárias, Nemesio Pérez.

A última erupção na ilha de La Palma foi há 50 anos, em 1971.

De origem vulcânico, este arquipélago viveu sua última erupção em 2011, desta vez debaixo d'água, na ilha de El Hierro, provocando a retirada de centenas de pessoas.

 

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