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Destaque Miss Universo

Miss Universo Santa Catarina 2021 é de Otacílio Costa

Bruna da Silva Valim foi anunciada na noite de domingo (10) como a representante do Estado para disputar o Miss Universo Brasil, em novembro

12/10/2021 09h39
Por: Redação1
Estúdio Autoria 37/Divulgação/ND
Estúdio Autoria 37/Divulgação/ND

Bruna da Silva Valim, candidata de Otacílio Costa, foi eleita miss Universo Santa Catarina 2021. É a primeira vez que uma representante da cidade com cerca de 17 mil habitantes, a 250 quilômetros de Florianópolis, conquista o título. Natural de Santana do Araguaia (PA), ela vive no município serrano desde que tinha um ano e sete meses.

O anúncio foi feito pelo canal U Miss, da Soul TV (plataforma de TV interativa por meio de aplicativo), perto das 21h de domingo (10), ao final de um programa com cerca de 60 minutos que reuniu os quatro episódios gravados do concurso: apresentação, traje de banho, entrevista e final em traje de gala.

Sob coordenação, a partir deste ano, do promotor e produtor gaúcho Marcelo Soes, o evento ocorreu no Hotel Morro dos Conventos, em Araranguá, no Sul do Estado, onde seis candidatas foram confinadas no dia 1° de outubro.

 

Além de Bruna, disputaram o título: Isadora Queiroz Gonçalves (Balneário Camboriú), Stefanie Seubert Roeck (Blumenau), Luana Caroline da Silva (Itajaí), Sara Dias da Silva (Joinville) e Ana Letícia Maccarini (Lages).

Dividindo-se entre Otacílio Costa, na Serra catarinense, e Meia Praia, na orla de Itapema, Vale do Itajaí, onde atua numa startup de educação financeira, Bruna tem 27 anos, é atriz, modelo e já participou de outros concursos de beleza – inclusive, ficou em segundo lugar no Miss Universo Santa Catarina 2020, realizado em agosto de 2019, em Balneário Camboriú, pelo então coordenador Tulio Cordeiro.

Bullying

A nova soberana mostrou-se bastante segura, desenvolta e comunicativa durante a entrevista aos jurados, a quem contou ter sofrido bullying quando criança por causa da cabeleira volumosa e que se via como uma menina sem beleza. Somente aos 20 anos, ela soltou os cabelos, e, com eles, as amarras de seu amor próprio, de sua liberdade e de sua autoestima. Nascia uma bela mulher.

Antes, aos 17 anos, a morena de olhos escuros e sorriso largo começou a considerar a possibilidade de participar de concursos de beleza, pois a angolana Leila Lopes, negra, vencera o Miss Universo 2011, realizado em São Paulo. Depois, Raissa Santana (2016) e Monalysa Alcântara (2017), também negras, foram eleitas para representar o Brasil no certame mundial.

Mesmo achando não ter o “perfil catarinense”, mas ciente de que várias belezas formam o Brasil, Bruna se preparou para concorrer, arriscou e ganhou. Ao contrário do que pensava na infância, agora, ela enxerga em si uma referência: “Como miss Universo Santa Catarina, eu quero e vou inspirar muitas outras pessoas”.

Enxuto

O Miss Universo Brasil foi modernizado, com reflexos diretos e significativos nas esferas estaduais e municipais. A partir deste ano, é realizado em três etapas: a primeira, online, com votação do público, júri e coordenadores, seleciona de 30 a 100 candidatas, de acordo com o tamanho do Estado, peneirando em seguida de 15 a 30.

Na segunda, os coordenadores estaduais elegem entre essas 15 e 30 as representantes de cada unidade da Federação em evento presencial tradicional (com plateia) ou casting fechado.

Santa Catarina teve direito a 70 vagas para a eliminatória por votação popular e 20 para a final estadual. Talvez por causa do novo formato, do atropelo causado pela pandemia (com duas edições do Miss Universo no mesmo ano, 2020 e 2021) e do pouco tempo de adaptação da nova coordenação, o Estado contou na decisiva somente com seis aspirantes de apenas três regiões – nenhuma da Capital, o que deve ser inédito. Nunca o número foi tão pequeno, porém com alta qualidade (havia até modelos internacionais entre elas).

A terceira etapa, nacional, ocorrerá a bordo do navio MSC Preziosa, em um cruzeiro entre o litoral da Bahia e de São Paulo, de 2 a 8 de novembro, sendo que o público poderá escolher uma das Top 10 pela internet. Entre os prêmios, uma bolsa de MBA e R$ 50 mil. Já a 70ª edição do Miss Universo está agendada para dezembro, em Israel.

Adequando-se à modernidade, o concurso economizou precioso tempo ao exibir clipes e episódios editados, inclusive o final: as seis candidatas gravaram antecipadamente a coroação em traje de gala para, só na noite de domingo, quando já estavam de volta em suas cidades, saberem qual ganhou. Aí está um dos pecados, pois faltou a emoção real da cena ao vivo.

Talvez por isso, ou também, não houve segundo e terceiro lugares, nem miss Simpatia, nem miss Fotogenia, nem Melhor Corpo. Pode ser devido o ano atípico, e que voltem em 2022.

A exibição por meio de um aplicativo, que depende de bom sinal de internet e dispositivos razoáveis (celulares e alguns modelos de smart TV), também é um risco que pode comprometer a audiência. A própria vencedora só soube o resultado depois dos outros, pois o seu acesso online travou e foi avisada por conhecidos.

Quanto ao programa, há uns poucos aspectos que podem ser melhorados, como a identificação das pessoas, enquadramentos e locações. No mais, foi perceptível o cuidado que se teve com figurinos, maquiagem, cabelo e o bom andamento das provas. As misses estavam impecáveis.

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