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Pássaros invadem cinco municípios do RS causando dano em lavouras

Ave, que não é natural da América, causa danos ao ecossistema local, devastando plantações e podendo transmitir doenças.

17/12/2021 22h51 Atualizada há 1 mês
Por: Redação1 Fonte: Gaúcha/ZH
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Ave, que não é natural da América, causa danos ao ecossistema local, devastando plantações e podendo transmitir doenças.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) confirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil passa por uma invasão de estorninho. Ave considerada agressiva e voraz, já foi encontrada em ao menos cinco cidades gaúchas na fronteira com o Uruguai. 

Por se tratar de um processo de invasão em estágio inicial, o Ibama afirmou que ainda está reunindo informações sobre a biologia e extensão da espécie Sturnus vulgaris a fim de adotar medidas para detecção, controle e transmissão de informações para as populações mais vulneráveis.

De acordo o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental (ONG com enfoque em manejo e gestão de invasões biológicas), até o momento, o estorninho foi registrado nas cidades gaúchas de Aceguá, Bagé, Chuí, Lavras do Sul e Santa Vitória do Palmar. A ocorrência da espécie é principalmente em áreas abertas e campos úmidos.

O estorninho preocupa por concorrer com pássaros nativos dos habitats em que se desenvolve, colocando espécies locais em risco. Apesar de comerem de tudo, os bandos preferem ficar próximos a fazendas, onde devastam plantações e transmitem doenças. Além de serem considerados uma praga, os estorninhos têm características curiosas, como a capacidade de imitarem sons complexos, inclusive a fala humana.

De acordo com a agência britânica de notícias BBC, a ave chegou até a América por culpa de um farmacêutico alemão chamado Eugene Schieffelin, em 1890. Apaixonado por teatro e principalmente pelas obras do dramaturgo inglês William Shakespeare, o imigrante achou que seria uma boa ideia soltar 60 exemplares da ave em Nova York. Sem saber, o homem acabou modificando para sempre a ecologia dos Estados Unidos, que desde então conta com problemas envolvendo o pássaro.

Apesar disso, o farmacêutico não causou esse problema por ter más intenções. Eugene Schieffelin era membro da American Acclimatization Society, que tinha como objetivo apresentar plantas e pássaros da Europa para criar conforto e familiaridade para os imigrantes da América.

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