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ONDA DE CALOR JÁ TRAZ QUASE 43ºC NA PATAGÔNIA E DERRUBA RECORDE DE 60 ANOS

Norte da Patagônia e o Sul da província de Buenos Aires tiveram uma segunda-feira de calor extremamente forte durante a tarde

11/01/2022 07h27
Por: Redação1 Fonte: MetSul Meteorologia
Cidade de San Antonio Oeste, na Patagônia, teve quase 43°C | Divulgação
Cidade de San Antonio Oeste, na Patagônia, teve quase 43°C | Divulgação

A temperatura nesta segunda-feira chegou a 42,8ºC em San Antonio Oeste, cidade situada na província argentina de Rio Negro, na Patagônia. O valor, apesar de extremo, não chega a ser recorde. A localidade teve 44,6ºC em 21 de janeiro de 1980. Em Viedma, também na província de Rio Negro, a máxima desta segunda atingiu 40,8ºC.

O recorde é 42,9ºC, igualmente em 21 de janeiro de 1980. No Sul da província de Buenos Aires, Bahia Blanca foi a 42,0ºC, marca altíssima, mas abaixo do recorde de 43,8ºC de 21 de janeiro de 1980. Ainda na província de Buenos Aires, Tres Arroys foi a 40,7ºC nesta segunda. O valor é recorde para janeiro em 60 anos de dados, batendo a maior marca anterior no mês de 40,5ºC em 2 de janeiro de 2001. Na Grande Buenos Aires, a máxima de hoje no aeroporto internacional de Ezeiza foi de 37,1ºC.

Em cidades de outras províncias, a temperatura nesta segunda bateu em 42,5ºC em Rivadavia, 41,7ºC em Santiago del Estero, 41,5ºC em La Rioja e Catamarca, 41,0ºC em Chamical, 40,0ºC em San Juan, Las Lomitas e Tartagal. A tendência é o calor aumentar muito nos próximos dias na Argentina. A MetSul antecipa máximas acima de 40ºC em grande número de províncias da Argentina com extremos em algumas que pode superar os 45ºC, não se descartando máximas tão altas em alguns pontos como 46ºC e 47ºC.

A cidade de Buenos Aires pode registrar 39ºC ou 40ºC, por exemplo. Existe a chance de a capital argentina ter seu primeiro registro oficial de máxima de 40ºC desde 1995. Na Grande Buenos Aires, algumas cidades podem anotar entre 41ºC e 43ºC. É muito provável um recorde de máxima em Ezeiza.

No interior da província de Buenos Aires, máximas tão altas quanto 43ºC a 45ºC são esperadas. É muito provável que os argentinos enfrentem cortes programados de luz (rolling blackout) para evitar o colapso do sistema com carga recorde ou perto do recorde sob um cenário de geração hídrica reduzida pela seca. O calor excessivo pode levar ainda à falta de água pelo altíssimo consumo, situação agravada neste ano pela estiagem que provocou a diminuição dos níveis dos reservatórios em muitas áreas da Argentina.

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