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Cânions de SC podem sofrer deslizamentos como o da tragédia em Capitólio

Os cânions e serras de Santa Catarina tornam o Estado "mais suscetível" para deslizamentos como o que aconteceu em Capitólio

11/01/2022 19h16
Por: Redação1 Fonte: G1 SC
Divulgação
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Os cânions e serras de Santa Catarina tornam o Estado "mais suscetível" para deslizamentos como o que aconteceu em Capitólio em Minas Gerais, deixando 10 mortos. É o que afirma a geógrafa e vice-presidente da União da Geomorfologia Brasileira (UGB), Maria Carolina Gomes.
Segundo a especialista, a geografia do Estado aumenta o risco para acidentes como o que aconteceu no sábado.
— Estamos sim em um Estado bastante suscetível a ocorrências como esta. [Santa Catarina] É um Estado que concentra os maiores cânions do Brasil. Um cânion é um vale fluvial, em que o rio é cercado por paredões íngremes verticais, como em Capitólio. Esses paredões são suscetíveis a movimentos de massa. A chuva desencadeia, mas é um processo que ocorre pela ação da gravidade — explicou.
De acordo com o geólogo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), João Carlos Rocha Gré, os cânions do Estado e os de Minas Gerais possuem semelhanças.
— Aqui em Santa Catarina, esses blocos rochosos são observados ao longo das encostas da Serra. Por exemplo, Itaimbezinho, Serra do Rio do Rastro [no Sul do Estado] e outras localidades. Esses ambientes possuem condições geológicas semelhantes à do Capitólio — afirmou Gré.
A geógrafa Maria Carolina também listou lugares onde podem ocorrer deslizamentos.
— Arrisco desde Garuva [no Norte do Estado] até Praia Grande [no Sul], conjunto de Serra do Mar, Serra Geral, Serra do Leste catarinense — enumerou.
Segundo os pesquisadores, por serem locais muitas vezes visitados por turistas, a segurança e vigilância nesses pontos são importantes e necessárias.
— São áreas muito visitadas para práticas esportivas ou de lazer, por vezes acompanhadas de guias, por vezes não — disse Gomes.
— De uma forma geral, esses fenômenos [de deslizamentos] podem ocorrer aqui. Diria, é muito maior a chance do que lá, inclusive. Exige um monitoramento por parte do poder público — completou a geógrafa.
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